A Criança Alfabetizada Aprendendo um Idioma

Já escrevi há algum tempo sobre o Adulto aprendendo um Idioma (leia aqui), mas hoje quero falar sobre como é essa experiência para a criança entre 8 e 12 anos.

Aprender pode (e DEVE) ser prazeroso.

Aprender pode (e DEVE) ser prazeroso.

Esta idade é ótima para dar início aos estudos de idiomas, pois há toda a flexibilidade cerebral de uma criança + a alfabetização, que possibilita ao professor usar uma gama mais ampla de estímulos e técnicas, uma vez que a leitura já pode fazer parte do processo.

Muitas escolas já oferecem em sua grade o inglês e o espanhol, porém faço uma ressalva quanto aos estilos de aula. Numa turma de 20-30 alunos, o tipo de aula que se é possível proporcionar é diferente do tipo de aula em grupos menores, numa escola de idiomas, por exemplo. O tipo de dinâmica possível em grandes grupos é limitado e o foco normalmente está no cronograma apertado e nas provas.

Não é para ser tão difícil!

Não é para ser tão difícil!

A experiência, neste ambiente, pode ser muito positiva. Entretanto, também pode ser frustrante. O aluno que tem alguma dificuldade pode ficar desestimulado, criar um bloqueio e passar o resto da vida achando que nunca vai conseguir aprender o idioma.

Já tive tantos alunos adultos que chegam à aula falando que ODEIAM inglês, quando, na verdade, odiavam um determinado professor ou o sentimento de frustração que em algum momento de sua vida escolar sentiram com relação ao idioma. E o coitado do inglês não tem nada com isso…

A criança desta idade, em geral, ainda não tem bloqueios e não tem medo de se expor e errar (em comparação aos adultos). Isso é um grande impulsionador de aprendizado.

Além disso, temos a possibilidade de brincar com o lado lúdico sem nos sentir ridículos. Criança topa sentar no chão, recortar e colar, fazer mímica, cantar e arriscar os Tongue Twisters (trava línguas) mais complicados sem medo do que vão pensar dela.

Toda esta experiência multissensorial é extremamente enriquecedora para a aquisição de uma segunda língua. Quanto mais estímulos e quanto mais variadas as fontes de estímulo, mais rica a experiência e mais completo o resultado.

Em minhas aulas, eu não uso tradução. Com crianças, eu consigo fazer com que elas entrem na minha e brinquem de “não falar português” sem resistência. Adulto já resiste muito mais…

E as mímicas, desenhos, caretas e qualquer outro recurso disponível fazem com que o cérebro da criança registre o sentido de uma palavra em inglês sem precisar associá-la ao português. Isso é o que vai garantir uma ótima produção oral.

Sem contar que criança consegue reproduzir sons com mais neutralidade. Adulto quer entender o que está ouvindo, quer ver a palavra escrita e, só depois, repetir. Ou seja, já há vários filtros no meio do processo. Sendo que a criança consegue repetir qualquer palavra que eu disser, sem nem perguntar o que ela significa. Ponto positivo para a pronúncia!

Veja os sinais e ajude seu filho!

Veja os sinais e ajude seu filho!

Então, se você puder, invista em aulas de inglês para seus filhos. E mantenha os olhos abertos para como eles estão reagindo às aulas da escola. Veja se eles estão se frustrando ou se estão com dificuldades que não estão apenas relacionadas à matéria, mas talvez ao estímulo inadequado. Quanto antes essas frustrações forem remediadas, melhor para o aprendizado do seu filho.

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